Arquivos

POST ESPECIAL DE NATAL! Entrevista com a banda BARBARIA!

Olá pessoal, estou com a provavelmente ultima postagem do ano, e como presente venho apresentar pra quem ainda não conhece, uma banda que tive a excelente oportunidade de conhecer em um evento. A banda de Pirate Metal é do estado de São Paulo e foram muito gentis em nos conceder uma entrevista!

Confira!!

barbaria

Como surgiu a banda?

Foi uma longa história, há muito tempo estamos na estrada e o Barbaria é uma parte disso tudo. Um dia, quem sabe, uma biografia não me permita contar como tudo aconteceu. ( Draco)  Não estou desde a fundação, mas participei de boa parte desta jornada e sei que foram muitas mudanças, o que é natural, mas tudo na Barbaria surgiu de maneira espontânea, direta e simples(Marcelo).

Há quanto tempo estão na estrada?

Não sei ao certo, vieram outras bandas antes do Barbaria; Dragonflame, Brotherhood of Wolves. Creio eu, que somando tudo isso, deve ser uns 8 a 10 anos. O Barbaria deve ter uns 4!(Draco) 

Todos os integrantes são os mesmos desde o inicio do grupo?

 Não! Foram várias formações. Eu e o Marcelo viemos do início.(Draco)

Já pagaram algum mico em algum show?

Ahhaha em um show recente, eu pisei num fio que desligou todo o equipamento do palco. Tem muita história por aí, mas que eu lembre agora é essa.(Draco) Fora quando não cospe rum pra cima e cai aquela chuva em cima da guitarra… fica uma beleza… ainda mais quando compro um encordamento novinho e sabe que vai ter que substitui-lo depois do show… Teve aquela vez em Pouso Alegre, que o Draco enroscou o cabo do microfone nos tons da bateria e jogou tudo pro chão… hahahahaha… isso foi épico! (Marcelo) 

O que foi mais difícil que tiveram q enfrentar com a banda?

O mais difícil, em qualquer banda, é mantê-la na questão financeira.É muito que vai e pouco que vem, mas isso é em qualquer uma.(Draco) 

Qual a canção da banda q mais gostam?

Merciless e watery grave. (Murilo) Blackbeard e Watery Grave (Marcelo)

Quais bandas servem de inspiração para a banda e quais mais gostam?

Iron Maiden, Metallica, Rolling Stones, e muitos outros. (Murilo)

Como a família reagiu ao saber q escolheram estar no mundo da música?

Incentivando. (Murilo) Incentivando a fazer o que gosta, mas sempre fui cobrado em ter que dar duro, pois temos que ter outro meio para sustento pessoal e para o sustento da música, o que não é barato neste país.(Marcelo)

O que planejam fazer nos próximos meses?

Gravar. (Murilo) Compor novos sons e manter o entusiasmo de nossas musicas.(Marcelo)

Qual sonho vocês ainda pretendem realizar em relação a banda?

Um sonho quase utopia para mim é viver de música. (murillo) Uma possível turnê internacional, as portas estão se abrindo, acredito que irão aparecer alguns convites ao decorrer dos anos.(Marcelo)

Quais cidades/estados que ainda não foram e gostariam de conhecer?

Eu, particularmente, adoro tocar em Minas Gerais. Mas eu tenho muita vontade de ir pro Nordeste, mostrar nosso som por lá!

O que vocês acham sobre a cena do rock/metal brasileiro?

Está morta faz muito tempo. Aos meus olhos foi morta pelas pessoas que pagam R$500,00 para irem  em um show de banda gringa e não pagam R$15,00 para um festival com muitas bandas do cenário  undergroud.(Murilo) 

Paradoxa e divertida! (Draco)

Acrescentando minha visão ao que o Murilo disse, o cenário principalmente no estado de São Paulo, desvaloriza muito as bandas underground, o que se torna paradoxal, pois existem centenas de bandas no estado, que compoem… Quando tocamos em Minas Gerais, as bandas underground são conhecidas e tem muita importância no cenário local, são valorizadas, ao contrário daqui… que uma banda nacional  é excelente não tem destaque em nenhum canal de comunicação, simplesmente por não ser gringa. Grandes nomes passaram por isso, tiveram que fazer turnês no exterior para provar para a própria pátria que eles possuem muito talento… infelizmente essa é a realidade (Marcelo)

 Vocês acham que a pirataria contribui para o marketing da banda ou atrapalha o desempenho?

Só contribui! O objetivo hoje em dia é divulgar o som, não vender cds. Nós disponibilizamos nosso álbum pra dowload no soundcloud, no 4 shared. E esse é o melhor caminho pra se tornar mais conhecido. Hoje, a cultura do pessoal se tornou em baixar o álbum, um ou outro ainda mantém o hábito de comprar, admiramos isso, mas não tem como condenar os que vão baixar o som. Eles estão conhecendo, gostando, e compartilhando. Não vejo nada mal nisso. ( Draco) 

O download gratuito, é sinônimo de divulgação, é um boca a boca virtual, pois enquanto para divulgar sua música na web para 3000 ou até 1.000.000 de pessoas é muito mais plausível do que você tentar vender este mesmo número de cds físico, isso é quase utópico. (Marcelo)

Um recado para os fãs da banda Barbária:

Agradeço a todos que nos ajudaram nesses anos de jornada, descobrimos pessoas e locais incríveis, estaremos sempre prontos para novas aventuras e desventuras, e contamos sempre com todos vocês. (Marcelo)

borda copy

Para quem ainda não conhece o som dos caras, deixo aqui links para vocês conhecerem, e se caso conhecem e querem convidá-los para ir a sua cidade só entrar em contato! 😉

FACEBOOK: https://www.facebook.com/barbariaofficial

MYSPACE: https://myspace.com/barbaria

YOUTUBE: http://www.youtube.com/user/BarbariaOficial?feature=watch

borda copy

Deixo aqui meu recado a todos, e desejo deste já um ótimo Natal a todos, boas festas!

E QUE ODIN ESTEJA COM VOCÊS! \o/

Entrevista com Ana Claudia, uma brasileira que visitou a Finlândia!

Como surgiu seu amor pela Finlândia?
Surgiu quando eu comecei a conhecer as bandas finlandesas. Já conhecia o Sentenced, tinha gostado muito mas isso foi em 2001, quando vi o clipe de Killing me, killing you na MTV. Perguntei pros meus amigos mas ninguém conhecia a banda, então esqueci um pouco. Naquela época não tinha facebook pra eu poder conhecer gente que curtia, então só gravei o vídeo, em VHS, na época, rsrsrs, e curtia sozinha mesmo. Mas só em 2011 tive a oportunidade de conhecer um pessoal legal que curte bandas finlandesas e de repente resolvi que queria ir pra lá.

Quantas vezes visitou o país? Duas Quanto tempo de viagem?
È bem cansativo, 12h até Londres e mais umas duas horas até Helsinki, mas com o tempo de espera entre voos fica bem cansativo.

Como foi sua primeira viagem a este país?
Foi em Julho de 2012. Foi a primeira vez que saí do Brasil e que andei de avião, rsrsrs, foi maravilhosa, conheci lugares lindos e fiz amigos maravilhosos, além de ir aos shows, o que era minha prioridade. Fiquei 2 semanas em Oulu e o restante em Helsinki, mas nos fins de semana ia pra alguma cidade pra algum show ou festival.

Quanto tempo ficou? 25 dias.

Como foi sua segunda viagem?
Foi tão boa quanto a primeira, reencontrei todos os amigos que conheci em 2012, fiquei mais tempo em Helsinki, conheci bem melhor a capital e também fui a outros shows em outras cidades. Passei uma semana em Oulu. Fui ao Tuska, conheci brasileiros que moram em Helsinki e fiz novas amizades.

Quanto tempo ficou? 32 dias.

Quais características você conseguiu observar dos locais onde passou, que não tinha conhecido da primeira vez que viajou pra Finlândia?
O que me chamou a atenção desta vez foi a quantidade de estrangeiros na capital, não somente turistas, mas residentes também.

Comeu algum alimento ou bebida típica da região? Gostou?
Experimentei o hábito deles de beber leite nas refeições, no almoço, por exemplo, e gostei! O leite lá é bem saboroso, consegui bebê-lo puro, coisa impossível pra mim aqui no Brasl!!! Rsrsrsrsrs

Pretende voltar outras vezes? Já tem planos para a próxima ida?
Sim, na próxima vou pra ficar!! No começo de 2014 tô mudando pra lá!!

O custo para um brasileiro visitar a Finlândia é caro?
Nas duas vezes que fui gastei 10 mil reais, incluindo passagem, hospedagem, alimentação e comprei poucas coisas, nada de grande valor. O ideal é alugar um apartamento e comprar comida no supermercado pra evitar gastar com refeições. Mas uma opção bem barata são os hostels. A passagem aérea deve ser comprada com mais de 6 meses de antecedência, em novembro pra viajar em julho do ano seguinte, pois o preço aumenta muito rápido.

O que você mais admira nos costumes e nas pessoas finlandesas?
Aaaahh, admiro a calma deles, o que é interpretado como frieza pela maioria das pessoas é uma qualidade pra mim, eles são assertivos, é muito fácil lidar com eles, eles falam o que pensam, e o melhor de tudo é que respeitam o espaço um do outro, isso pode ser visto como indiferença e frieza por pessoas que são muito emotivas e apegadas à família e que esperam muito das pessoas, mas pra mim foi muito confortável conviver com eles. Eles simplesmente não ficam te paparicando, te tratam de igual pra igual e são extremamente honestos em todos os sentidos! São EXTREMAMENTE educados e gentis. Tenho a impressão de que os nórdicos em geral estão em uma vibração superior, eles não dão importância a mesquinharias, eles simplificam a vida, não fazem tempestade em copo d’água, bem diferente do povo latino…nosso sangue quente causa muitos problemas pra nós, rsrsrs.

Como foi a adaptação climática? Eu fui no verão, então ainda não tenho noção de como seria o inverno lá.

Quais cidades você teve o prazer de conhecer? Qual mais gostou?

Helsinki, Turku, Nokia, Oulu, Tyrnava, Liminka, Revonlahti, Pudasjarvi, Sotkamo, Raahe, Lieksa, Joensuu. Gostei mais da capital, Helsinki!!! Mas adorei Oulu, pena que é muito fria!!!

Qual a principal característica que diferencia o povo brasileiro e os finlandeses?
O sangue quente dos latinos faz toda a diferença, achei os finlandeses mais contidos, tímidos, calmos, silenciosos, ninguém é estressado lá. Por quais motivos, as pessoas deveriam se interessar em conhecer melhor a cultura e o país? Eu fui atraída pelas bandas de rock e pelos festivais de metal, mas a Finlândia tem uma história muito linda, sua mitologia, o Kalevala, as belezas naturais, a doçura do povo de lá, enfim, tenho a impressão de que a única coisa que não vou gostar muito é o frio, mas ainda não posso dizer com certeza pois fui no verão. E pra quem curte hard rock desde os anos 70 o rock finlandês é um prato cheio, eu encontrei lá tudo o que estava sentindo falta no rock pesado nos últimos 20 anos, foi como se eu estivesse sido direcionada pro lugar certo, me sinto totalmente em casa lá, todo mundo curte rock e metal, todo mundo vai aos shows, o rock está prá Finlândia como o sertanejo, pagode, samba e forró estão para o Brasil.

Quais eventos você frequentou? O que achou?
Em 2012 fui a 2 festivais: Ilosaarirock e Jyrkkarock Festival. Em 2013 fui ao Tuska, Ruisrock e Sotkamon Syke. Adorei todos mas o Tuska é o maior e mais metal, tem gente de vários países, mas todoso os festivais são muito bem organizados, tem até funcionários lavando os banheiros químicos toda hora!! rsrsrsrs

Pergunta particular: O que você achou do show do Harmaja?!! Vi o Harmaja no mesmo lugar nas duas vezes, 2012 e 2013, na cidade natal do JP, Raahe. Eles são mais rock and roll ao vivo do que em estúdio, adorei!!!!!!! JP é um caso à parte, é a gentileza e a simpatia em pessoa, além de não caber mais carisma nele, tem carisma pra dar e vender!!! É um dos melhores vocalistas de rock da Finlândia na minha opinião e apesar de todo o talento ele é extremamente humilde como a grande maioria dos músicos finlandeses. Foi exatamente isso que me conquistou de cara, eles tem um talento incrível e nem por isso são arrogantes (faço questão de mencionar isso porque nós aqui no Brasil sempre recebemos bandas americanas e inglesas principalmente, e já estamos acostumados com aquele chamado “estrelismo”, a gente nem acha mais ruim, já se tornou uma coisa natural num artista de rock). Os músicos finlandeses me mostraram o contrário, sou sempre tratada como uma amiga, eles são extremamente humildes, pra eles o verão é uma época de tocar em festivais e de encontrar os amigos, como eles mesmo dizem (vi isso numa entrevista do Amorphis). Eles são extremamente “cabeça no lugar” nesse sentido. Foi o que achei mais lindo neles!!

Gostaria de fazer algum comentário? Deixar um recado, ou agradecimento?
Quero agradecer muito a você Ane e ao Northern Queens pela oportunidade de falar sobre esse país maravilhoso, achei uma delícia responder às perguntas, muito bem elaboradas e abrangendo todos os aspectos, valeu mesmoooo!!! Bjs!

Ana Claudia de Oliveira (co-fundadora do fã clube Amorphis Latin America)

Facebook: https://www.facebook.com/amorphis.latin.america 

borda copy

Agradecimento especial a você Ana Cláudia, por ter nos dado a honra de ter essa entrevista e aprendermos um pouquinho mais sobre este país magnifico!!

Muito obrigada!

Entrevista do Kiko Loureiro para o blog Northern Queens!

52

O que você sentiu de mais diferente na cultura Finlandesa?

Kiko Loureiro: O mais diferente da cultura finlandesa é  que eles são super tímidos, mas são pessoas muito legais. Geralmente a vodka e uma sauna ajudam eles a ficarem um pouco mais soltos e conversarem. Eles se orgulham muito de serem pessoas honestas, do país tudo funcionar rápido e sem burocracia porque todo mundo confia em todo mundo. As pessoas do Brasil são muito mais abertas, expansivas, mas todo mundo tem receio e não confia em ninguém.

Pretender voltar pro Brasil ou vai morar na Finlândia por um tempo? 

Kiko Loureiro: Estou morando nos Estados Unidos, na Califórnia e indo pro Brasil direto, porque sempre tem eventos. Ainda não sei quando retornarei para a Finlândia. Ultima vez em que estive lá, foi em fevereiro. É muito bom lá no verão, o ideal seria passar o verão no Brasil e o verão na Finlândia, que são os melhores lugares pra ficar.

Como foi o Show com o Fabio Lione no 70K?

Kiko Loureiro: O show do cruzeiro em Miami com Fabio Lione foi muito bom, tanto que gerou o show no Live n’ Louder em abril, e agora pretendemos começar várias turnês em agosto por causa desse show no 70000 Tons of Metal. Encontrei-me com algumas bandas finlandesas no evento, como o Turisas, o Ensiferum e o guitarrista do Kreator, que é finlandês.

Como será a seleção para o novo vocalista do Angra?

Kiko Loureiro: A gente estava, de fato, recebendo material do Angra pra fazer uma escolha do vocalista. Nós recebemos vários materiais muito bons, têm muitos vocalistas bons no Brasil, é até difícil de escolher. Mas rolou esse lance com o Fabio, e a gente acabou optando por esticar, porque tiveram muitos pedidos de produtores e muitos fãs que queriam ver e assistir esse show. E rolou muito bem com o Fabio, o clima com a banda, ele cantando as musicas… Nós curtimos muito, ficamos muito contentes e animados, e então resolvemos segurar essa ideia da escolha do vocalista, pra poder fazer essa turnê e deixar rolar um pouco. A melhor parte é viajar, subir no palco e tocar as musicas pros fãs, pra quem gosta das nossas musicas. Sempre dá vontade de voltar aos palcos. Então a gente vai fazer isso agora em agosto.

 Matheus Oliveira: Como foi a  sua adaptação cultural na Finlândia?

Kiko Loureiro: A adaptação cultural é sempre difícil um pouco porque qualquer país é diferente. Helsinque tem 1 milhão de habitantes, tem muitos parques, o porto é super bonito, super limpo, organizado, então pra quem mora em São Paulo é um paraíso.

Teve algum fato engraçado que aconteceu com você na Finlândia?

Kiko Loureiro: No inverno eu lembro que fiquei preso numa escola de musica. Lá todo mundo confia em todo mundo e não ter porteiro. Eles te dão a chave e você fica lá sozinho no lugar, não tem ninguém controlando a entrada e saída. Eu fiquei preso, estava tão frio que a porta congelou e não abria. Eu fui tentar abrir com a chave, dar uns chutes na porta, e quebrou a chave dentro da fechadura (risos)… Fiquei preso no lugar. Falaram que tinha que jogar agua fervendo na porta pra ver se descongelava, mas não descongelou. Estava em torno de -15ºC. Eu tive que no meio da noite subir no telhado do lugar e pular uma grade e sair andando e afundando na neve, deveria ter um metro e meio de neve… (risos)… Coisas que um brasileiro nunca imaginou… Coisas que eu nunca imaginei que ia passar na minha vida. Parecia que eu era um ladrão querendo pular o muro de um lugar. Mas no fundo eu estava querendo sair da escola que a porta congelou e não abria… Lá também é muito escorregadio. Quando está com neve é mais tranquilo andar, mas quando está por exemplo em -2ºC fica parecendo um ringue de patinação no gelo.

O que acha das bandas Finlandesas?

Kiko Loureiro: Tem muita banda lá, é impressionante a cultura deles. Já fiz turnê com alguns finlandeses como a banda Nightwitsh, já toquei com a banda Sinergy no Japão… Gravei meu disco o “Sounds of Innocence” na Finlandia, e eu pude ter um pouco mais de contato com eles.  Gravei o disco com o Matias Kupiainen, o guitarrista do Stratovarius e o Pertu Vänskä (irmão do Olli Vänskä , violinista do Turisas), ele é um super musico, faz várias coisas relacionadas a estúdio, então ele também ajudou nas gravações e no arranjo de cordas de uma das músicas. Fui muito bom conviver mais de perto com eles.

Lucas Manfio: O heavy metal na Finlândia é underground como no Brasil?

Kiko Loureiro: Não. No radio você ouve metal… Metallica, Dio, bandas finlandesas… tem muitos cartazes na rua. Quando eu estava lá vi propagandas em ônibus do novo disco do Sonata Arctica, tinha propagandas deles na cidade inteira, também tinha propaganda com o The 69 Eyes, chiclete com a foto do baixista do Nightwish… Lá eles pegaram esse lado do Heavy Metal, a banda Nightwish, por exemplo, sai em revistas famosas como “Caras” de lá. No Brasil temos uma música muito rica, na Finlândia eles não uma riqueza musical como a nossa por ser um país muito pequeno. No Brasil a gente tem outro tipo de artista. Nós no Brasil temos uma mistura de estilos e culturas. Um estilo como o Heavy Metal não vai ser “mainstream” no Brasil. Sempre vai ter algo mais brasileiro e eu vejo isso como algo positivo. Não considero a Finlândia um país mais legal por causa do Metal, pela falta de ter uma música forte local, que talvez o mais forte fosse a musica erudita que é super boa, jazz, big band e outros grandes músicos. Mas a identidade que o Brasil tem da música, na Finlândia não tem. Então o Heavy Metal lá, não é Underground como é no Brasil.

Quais principais diferenças entre a cena brasileira e a finlandesa?

Kiko Loureiro: A principal diferença é que a cena no Brasil é muito forte, porém as bandas brasileiras olham muito para dentro do país. O Brasil é muito grande, tem muitos lugares para tocar, então as bandas começam a tocar em barzinhos de rock, depois querem viajar pro interior de São Paulo, depois tentam fazer shows pelo nordeste, esse é meio que um caminho. Na Finlândia eles não têm esse recurso, lá não tem um lugar específico para tocar, é um país que tem muita pouca gente. Já fui a shows de artistas que são conhecidos lá e que tocam em rádio, e eles tocam pra 500 pessoas nas outras cidades. Por isso tem muita banda de Heavy Metal de lá que a gente conhece, pois qualquer banda que começa lá, eles já começam fazendo um trabalho totalmente voltado para o mercado internacional. Iniciam com site e disco em inglês. O sonho das bandas é tocar em grandes eventos da Europa, ir pros Estados Unidos, tocar no Japão, fazer turnê na América Latina… Essa é a mentalidade deles, por isso eles chegam lá, eles têm essa visão desde o principio e os brasileiros tem uma visão um pouco diferente.

borda copy

Quero agradecer a disponibilidade e paciência de Kiko Loureiro para nos conceder essa entrevista. Ele foi super-receptivo e atencioso.

Quero agradecer também a colaboração do envio de perguntas de nossos seguidores, em especial para Débby (e a página do facebook Kiko Loureiro fãs), para o Matheus e ao Lucas pelo envio de algumas das perguntas.

Espero que tenham gostado e em breve traremos mais novidades!!! \o/

Entrevista transcrita por Ane Charon.

Entrevista com Zach Hietala! (Em Português)

Zachary Hietala from Tarot

Zachary Hietala from Tarot (Photo credit: Wikipedia)

1 – Onde você tira inspiração para compor essas músicas ?
Eu apenas comecei a tocar guitarra e as coisas vinham e iam, “não o foguete de ciências lá.”(???)
De tempo em tempo, músicas estão soando em minha mente e eu tento ter as ideias tocando.
Mas ás vezes eu preciso sentar com a guitarra e pensar em diferentes partes das músicas.
Foi o que eu fiz com meu último álbum “A2Z Parasites Of Paradise”. Meu coo guitarrista Ari me enviou suas partes e eu precisei compor minhas partes para as canções, foi meio fácil fazer, pois eu imediatamente tive a visão das músicas inteiras e meus dedos fizeram o resto.

2 – Qual foi o país que você mais gostou quando viajou?
Não há o país especial, mas na América Latina, pessoas são mais fanáticas pelas bandas e é um prazer pra tocar pra eles ao vivo. O público é muito louco!

3 – O que você planeja fazer nos próximos meses?
Nada especial… Eu acabo de iniciar minhas férias de verão dos dias de trabalho, então eu tento compor as novas canções para o Tarot e tenho descanso 

4 – Como você lida com o assédio?
O que quer dizer com assédio? Comportamento dos fãs? Ás vezes é chato, mas na maioria eu não considero perseguição de certa forma.
Se você faz alguma arte, você precisa aceitar que fãs estão interessados sobre seus afazeres, “dá-los pedaços” de você, querendo ou não. É a realidade.

5 – O que é música pra você ?
Vida inteira, hehe ! Ok… Tem sido grande parte de minha vida desde que eu era criança, então eu não posso pensar na situação de não ter música em minha vida.
Nosso pai (R.I.P), estava tocando violão e cantando para nós, quando eu e meu mano éramos crianças, então foi fácil para nós começar tocar também.
Eu sou grande fã de bandas também e compro música toda hora, eu consigo nova inspirações e chutes deles também.

6 – Quais instrumentos sabe tocar?
Eu sei tocar guitarra e baixo, bateria também e um pouco de teclado. Cantar eu consigo fazer bem, mas sou tímido pra fazer os principais, hehe! Ok… Eu tenho feito bastante backing vocals nos álbuns do Tarot, mas nunca os principais mesmo. Talvez algum dia…

7 – Quais instrumentos você gostaria de aprender a tocar e não teve chance?
Nunca pensei e estou satisfeito no que faço agora.

8 – Qual é seu guitarrista favorito?
Há tantos deles… Tony Iommi, Ritchie Blackmore, os caras do Judas Priest… Guitarristas Old School Metal são minha fonte de inspiração.

9 – Já esteve no Brasil? Em que lugares? Se não, viria pra conhecer?
Sim já estivemos aí. Tocamos em São Paulo e Curitiba na tour “Gravity of Light” e foi ótimo. Queremos estar aí de novo.

10 – O que você ouve do povo brasileiro?
Eles podem festejar e isso era verdade, hehe! Nós tivemos tãaao ótimo tempo aí e festejamos com fãs dia e noite. Quase voltei vivo pra casa, hehe!

11 – Como é trabalhar ao lado do seu irmão Marco Hietala?
Irmão é um ótimo cara e certamente uma pessoa decidida de fato. Ele nunca age como super estrela, qual ele é fácil de lidar pra trabalhar dentro da banda.

12 – Como é considerado trabalho musical na Finlândia? Pessoas veem você como uma grande celebridade ou vê o trabalho musical como um trabalho comum?
Eu não me considero uma celebridade, eu sou um dos caras da vizinhança, hehe! Sério, eu estive em volta tanto tempo, eu tenho status específico aqui. Mas eu não deixei isso mudar minha personalidade ou influenciar meu comportamento mesmo. Na cena musical da Finlândia, Heavy Metal é uma das maiores coisas agora e esperançosamente se estenderá! Nós temos tantas ótimas bandas em volta e bastante arte pra mostrar na verdade.

13 – Deixe uma mensagem para seus fãs e leitores do blog Northern Queens.
Pés na lama, punhos no céu!

Seu Zac
Tarot/A2Z/Marenne

—————————

Agradecimento especial ao KsK pela ajuda na correção da tradução!

Interview with Zach Hietala for the blog Northern Queens!!!

Zachary Hietala from Tarot

Zachary Hietala from Tarot (Photo credit: Wikipedia)

1 – Where do you get inspiration to compose the songs?

I just start to play guitar and things coming and go, not the rocket science there.
Time to time, songs are sounding in my mind and I try to get the ideas out by playing.
But sometimes I need to sit down with the guitar and think out of different parts of the songs.
This was what I did with my latest album A2Z Parasites Of Paradise. My co-op guitarist Ari sent me his parts and I needed to compose my parts for the songs, it was kinda easy to do, ‘cause I immediately had the vision of the whole songs and my fingers did the rest.

2 – What was the country that you like most when you traveled?
There are not the special country, but in Latin America, people are most fanatic for the bands and it’s pleasure to play for them live. Audience is so crazy.

3 – What are you planning to do in the coming months?
Nothing special… I just started my summer vacation from the day job, so I try to compose the new songs for Tarot and have relax 🙂

4 – How do you deal with harassment?
What do mean by harassment? Fans behavior? Sometimes it’s annoying, but mostly I don’t consider it harassment at all.
If you do an any art, you need to accept fans are interested about your doings and have to give them bits and pieces of you, wanted or not. That’s the reality.

5 – What is music to you?
Whole life, he he! Ok… It’s been the huge part of my life since I was a kid, so cannot think the situation there are no music in my life.
Our father (R.I.P.), was playing guitar and sung for us, when me and my bro were kids, so it was easy to us to start the playing as well.
I’m big fan of the bands as well and buying new music all the time, I get new inspiration and kicks of them too.

6 – Which instruments can play?
I can play guitar and bass, drums as well and bit keys. Singing I can do quite well, but too shy to do leads, he he! Ok… I’ve done a lots of backing vocals on Tarot albums, but never the leads for real. Maybe someday…

7 – Which instruments would you like to learn to play and had no chance?
Never think that and I just satisfied on what I’m doing now.

8 – What is your favorite guitarist?
There are so many of them… Tony Iommi, Ritchie Blackmore, Judas Priest guys… Old school metal guitarists are my inspiration source.

9 – Have you ever been to Brazil? In what places? If I would not come to know?
Yes we’ve been there. We played in Sao Paolo and Curitiba on our Gravity Of Light tour and it was just great. Wanna be there again.

10 – What you hear about the Brazilian people?
They can party and it was true, he he! We had sooo great time there and we party with fans night and day. Almost got back in home alive, he he!

11 – How is working alongside his brother Marco Hietala?
Brother is great guy and surely feet on the ground person indeed. He never acts like super star, which he really is and easy going to work with in the band.

12 – What is considered the musical work in Finland? People see you as a big celebrity or see the musical work as a common work?
I don’t consider myself a celebrity, I’m one of the neighbor guys, he he! Seriously, I’ve been around so long, I have the specific status here. But I haven’t let it to change my personality or influence of my behavior at all. In music scene in Finland, heavy metal is one of the biggest things right now and hopefully it gonna stand along? We have such great metal bands around and lots of art to show in real.

13 – Let a message for your fans and readers of the blog Northern Queens.
Feet in the mud, fists in the sky!

Yours Zac
Tarot/A2Z/Marenne

——————————————————————

Zach Thanks for your attention! 😀

Ane Charon