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Curiosidade da Mitologia Nórdica

A Mitologia Nórdica diz respeito aos povos que habitaram nos tempos pré-cristãos, dos atuais países escandinavos. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da riquíssima cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão acentuou-se ainda mais, indo alcançar também os povos de língua inglesa e deixando sua marca até na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o “dia de Thor”; e Friday, “dia de Freya”).

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Mitologia Nórdica

mitologia nórdica é aquela originada nos países chamados escandinavos que abrangem a Finlândia, Suécia, a Dinamarca, a Noruega e a Islândia. As narrativas da Mitologia nórdica estão contidas em duas coleções chamadas as Edas, sendo a mais antiga, uma poesia datada de 1056 e a mais moderna, uma prosa, de 1640.

 A narrativa das Edas conta que, no princípio, não havia nem céu nem terra, apenas uma enorme abismo sem fundo e um mundo de vapor, no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte surgiram doze rios que, após longa viagem, congelaram-se e com o acúmulo das camadas de gelo umas sobre as outras, o abismo se encheu.

Ao sul desse mundo de vapor, havia um mundo de luz, que soprando vapores quentes, derreteu o gelo que havia se formado. Esses vapores, ao elevarem-se no ar, formaram nuvens e destas surgiu Ymir, o gelo gigante e sua geração. Surgiu, também, a vaca Audumbla, que alimentou o gigante com seu leite e alimentava-se da água e sal contidos no gelo. Certo dia, quando a vaca lambia o gelo, surgiu o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça e no terceiro, todo o corpo, com grande beleza, força e agilidade.

O novo ser era um deus e dele e de sua esposa surgiram Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir. Com o corpo do gigante morto, fizeram a terra, com o sangue, os mares, com os ossos ergueram as montanhas, dos cabelos fizeram as árvores, com o crânio fizeram o céu e o cérebro tornou-se as nuvens carregadas de neve e granizo. A moradia dos homens foi formada pela testa de Ymir e ficou conhecida como Midgard ou terra média.

Odin criou os períodos do dia e da noite e as estações, colocando o Sol e a Lua no céu e definindo seus cursos. Tão logo o Sol lançou seus raios sobre a Terra, fez-lhe nascerem os vegetais. Logo após a criação do mundo, os deuses passearam junto ao mar, satisfeitos pela obra realizada, mas que ainda faltavam os seres humanos. Assim, pegaram um freixo (grande árvore) e criaram o homem, chamando-o de Aske e de um amieiro (árvore ornamental) fizeram a mulher e lhe chamaram de Embla. Odin deu-lhes a vida e a alma, Vili, a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi dada a eles e assim, se tornaram os progenitores da raça humana.

Asgard é a morada dos deuses e, para se chegar lá, é necessário atravessar a ponte Bifrost (arco-íris). O lugar consiste de palácios de ouro e prata, moradia dos deuses, mas o mais belo de todos é o Valhala, moradia de Odin, de onde ele avista todo o céu e toda a Terra. Sobre seus ombros ficam os corvos Hugin e Munin que voam sobre a Terra durante todo o dia e, à noite contam a ele tudo que viram e ouviram. Odin foi o criador dos caracteres rúnicos, com os quais as Norns gravam os destinos.

Odin, frequentemente chamado de Alfadur (todo pai) era tido, muitas vezes, pelos escandinavos, como filho de uma divindade superior a ele, não criada e eterna.

Fonte
Bulfinch, Thomas, 1796-1867 – O livro de ouro da mitologia: a idade da fábula: histórias de deuses e heróis / Thomas Bulfinch – 9ª Ed. – Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.

Texto tirado do site: http://www.infoescola.com/mitologia/mitologia-nordica/

O Deus do Trovão

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An amulet, “silver strongly gilt”, representing the hammer of Thor. Found in 1877 in Skåne, Sweden. (Photo credit: Wikipedia)

 

Nos mitos apresentados a nós por Snorri, Thor é indubitavelmente um dos Deuses que mais se destacam. O campeão dos Esirs (raça dos Deuses) e o defensor de Asgarsd. O culto a Thor teve uma vida longa na Europa Ocidental. No século XI, ele ainda era venerado com entusiasmo em Dublin. Thor é o herói mais característico de tempestuoso do mundo viking. Diz-se que a figura do Deus do martelo estaria presente em muitos templos, no fim do período pagão. Seus adoradores buscavam a orientação da imagem de Thor quando tinham que tomar decisões difíceis.

 

O ruído da biga de Thor se movendo causava o trovão. Snorri traça o nome do Deus, Ǫku-Þórr, como derivado de verbo ‘aka’, conduzir, e o interpreta como Thor o Condutor. Isso corresponde à imagem de uma biga conduzida pelo Deus através do céu, que em muitas religiões forma parte do conceito do Deus do Sol. Descrições da chegada de Thor nos versos dos escaldos do século IX enfatizam o ribombar de uma tempestade, e mostram que esse aspecto do Deus não era esquecido na Islândia. No poema de Haustlöng, encontramos:

 

“O Filho da Terra rumou para o portão de ferro, e o caminho da Lua ressoava diante dele… Os locais sagrados dos poderes ardiam em chamas diante do afiliado de Ull. A terra, plano das profundezas, era açoitada por granizo enquanto os bodes puxavam o Deus da biga para o seu encontro com Hrungnir… As rochas tremiam e as pedras se partiam; o céu alto queimava.”

 

Parece realmente que o poder do Deus do Trovão, simbolizado por seu martelo, se estendia sobre tudo o que tinha a ver com o bem-estar da comunidade. Ele cobria nascimento, casamento, morte e cerimônia de cremação, além dos juramentos feitos pelos homens. A famosa arma de Thor não era apenas o símbolo do poder destrutivo da tempestade e do fogo do céu, mas também uma proteção contra as forças da violência. Sem ela, Asgard não poderia mais ser protegida dos gigantes, e os homens contavam com ela para lhes dar segurança e garantir a lei.

 

Os Deuses da mitologia nórdica e o seu mundo

Os Deuses e o seu mundo

“Eu sou o filho da Terra e do Céu estrelado, mas a minha origem é só o Céu.”

O mundo tinha em seu centro uma grande árvore, um grande freixo chamado Yggdrasil. Essa árvore era tão grande que os galhos de estendiam tanto pelo céu quanto pela terra. Três raízes sustentavam o grande tronco; uma passava pelo reino dos Esirs, outra ia até o reino dos gingantes do gelo e a terceira no reino dos mortos. Sob a raiz na terra dos gigantes havia a fonte de Mimir, cujas águas continham sabedoria e entendimento. Odin dera um dos olhos para ter direito de beber um único gole daquela preciosa água.

A árvore formava um elo entre os diferentes mundos. No princípio, havia duas regiões: Muspell no sul, repleta de brilho e fogo; e um mundo de neve e gelo no norte. Entre os dois se estendia no grande vazio de Ginnungagap ou o caos. Onde o calor e o frio se encontravam no meio da expansão, um ser vivo aparecia no degelo, chamado Ymir. Era um gigante e debaixo do seu braço esquerdo nasceram o primeiro homem e a primeira mulher, enquanto de seus dois pés a família dos gigantes do gelo foi gerada.

Ymir alimentava-se do leite de uma vaca, que lambia os blocos de gelo salgado e produziu um novo ser, um homem chamado Buri. Ele teve um filho chamado Bor e os filhos de Bor eram os três Deuses: Odin, Vili e Vê. Esses três mataram Ymir, o antigo gigante, e todos os gigantes de gelo, exceto um, Bergelmir, se afogaram no sangue que dele jorrou.

Do corpo de Ymir, eles formaram o mundo dos homens: … de seu sangue o mar e os lagos, de sua carne a terra, e de seus ossos as montanhas; de seus dentes e maxilares e outros ossos semelhantes que se quebraram, formaram-se as rochas e os pedregulhos. Da cabeça de Ymir, eles fizeram a cúpula do céu, colocando um anão em cada um dos quatro cantos para sustentá-la e mantê-la firme acima da terra. Esse mundo dos homens era protegido pelos gigantes por uma muralha, feita das sobrancelhas de Ymir, e se chamava Midgard.

Os Deuses trouxeram à existência o tempo, enviando Noite e Dia para percorrer os céus em carruagens puxadas por velozes cavalos. Duas belas crianças, uma garota chamada Sol e um garoto chamado Lua, também foram colocadas por eles em caminhos através do céu. Sol e Lua tinham de movimentar-se rápido porque eram perseguidos por lobos, que pretendiam devorá-las. No dia em que o maior dos lobos conseguisse engolir o Sol, o fim de todas as coisas estaria próximo.

Depois que o céu e a terra se formaram, estava na hora de construir Asgard, o reino dos Deuses. Em Asgard havia muitos saguões maravilhosos, onde os Deuses residiam. O próprio Odin vivia em Válaskjálf, uma suntuosa morada com telhado de prata, de onde ele podia apreciar a vista de todos os mundos ao mesmo tempo. Ele tinha outra morada chamada Valhala, o palácio dos aniquilados, onde ele oferecia hospitalidade a todos que caíam em batalha. Todas as noites, ele fazia banquete com carne de porco que nunca acabava, e hidromel, que fluía no lugar do leite das tetas da cabra Heidrun, uma das criaturas que se alimentavam de Yggdrasill.

Os convidados de Odin passavam o dia em combate, e todos os derrotados eram reerguidos à noite para festejar com os outros. Chifres de hidromel eram trazidos a eles pelas Valquírias, as virgens de Odin, que também tinham de descer aos campos de batalha da terra e decidir o destino da guerra, convocando os guerreiros caídos para Valhala.

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Em algum lugar em Asgard, havia uma construção com um telhado de ouro, chamada Gimli, para onde iam os homens justos após a morte. Havia outros reinos além de Asgard, como Alfheim, onde viviam os belos elfos, e três céus, estendendo-se um depois do outro. Jötunheim, o reino dos Jotnar ou gigantes e Nifheim ou Nilflheim, a morada da escuridão, que ficava embaixo das raízes da árvore do mundo.

Fonte bibliográfica: Hilda R. Ellis Davidson – Deuses e Mitos do Norte da Europa

Fonte do texto e imagens: http://www.templodeavalon.com/modules/mastop_publish/?tac=Tradi%E7%F5es_N%F3rdicas