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Entrevista com Ana Claudia, uma brasileira que visitou a Finlândia!

Como surgiu seu amor pela Finlândia?
Surgiu quando eu comecei a conhecer as bandas finlandesas. Já conhecia o Sentenced, tinha gostado muito mas isso foi em 2001, quando vi o clipe de Killing me, killing you na MTV. Perguntei pros meus amigos mas ninguém conhecia a banda, então esqueci um pouco. Naquela época não tinha facebook pra eu poder conhecer gente que curtia, então só gravei o vídeo, em VHS, na época, rsrsrs, e curtia sozinha mesmo. Mas só em 2011 tive a oportunidade de conhecer um pessoal legal que curte bandas finlandesas e de repente resolvi que queria ir pra lá.

Quantas vezes visitou o país? Duas Quanto tempo de viagem?
È bem cansativo, 12h até Londres e mais umas duas horas até Helsinki, mas com o tempo de espera entre voos fica bem cansativo.

Como foi sua primeira viagem a este país?
Foi em Julho de 2012. Foi a primeira vez que saí do Brasil e que andei de avião, rsrsrs, foi maravilhosa, conheci lugares lindos e fiz amigos maravilhosos, além de ir aos shows, o que era minha prioridade. Fiquei 2 semanas em Oulu e o restante em Helsinki, mas nos fins de semana ia pra alguma cidade pra algum show ou festival.

Quanto tempo ficou? 25 dias.

Como foi sua segunda viagem?
Foi tão boa quanto a primeira, reencontrei todos os amigos que conheci em 2012, fiquei mais tempo em Helsinki, conheci bem melhor a capital e também fui a outros shows em outras cidades. Passei uma semana em Oulu. Fui ao Tuska, conheci brasileiros que moram em Helsinki e fiz novas amizades.

Quanto tempo ficou? 32 dias.

Quais características você conseguiu observar dos locais onde passou, que não tinha conhecido da primeira vez que viajou pra Finlândia?
O que me chamou a atenção desta vez foi a quantidade de estrangeiros na capital, não somente turistas, mas residentes também.

Comeu algum alimento ou bebida típica da região? Gostou?
Experimentei o hábito deles de beber leite nas refeições, no almoço, por exemplo, e gostei! O leite lá é bem saboroso, consegui bebê-lo puro, coisa impossível pra mim aqui no Brasl!!! Rsrsrsrsrs

Pretende voltar outras vezes? Já tem planos para a próxima ida?
Sim, na próxima vou pra ficar!! No começo de 2014 tô mudando pra lá!!

O custo para um brasileiro visitar a Finlândia é caro?
Nas duas vezes que fui gastei 10 mil reais, incluindo passagem, hospedagem, alimentação e comprei poucas coisas, nada de grande valor. O ideal é alugar um apartamento e comprar comida no supermercado pra evitar gastar com refeições. Mas uma opção bem barata são os hostels. A passagem aérea deve ser comprada com mais de 6 meses de antecedência, em novembro pra viajar em julho do ano seguinte, pois o preço aumenta muito rápido.

O que você mais admira nos costumes e nas pessoas finlandesas?
Aaaahh, admiro a calma deles, o que é interpretado como frieza pela maioria das pessoas é uma qualidade pra mim, eles são assertivos, é muito fácil lidar com eles, eles falam o que pensam, e o melhor de tudo é que respeitam o espaço um do outro, isso pode ser visto como indiferença e frieza por pessoas que são muito emotivas e apegadas à família e que esperam muito das pessoas, mas pra mim foi muito confortável conviver com eles. Eles simplesmente não ficam te paparicando, te tratam de igual pra igual e são extremamente honestos em todos os sentidos! São EXTREMAMENTE educados e gentis. Tenho a impressão de que os nórdicos em geral estão em uma vibração superior, eles não dão importância a mesquinharias, eles simplificam a vida, não fazem tempestade em copo d’água, bem diferente do povo latino…nosso sangue quente causa muitos problemas pra nós, rsrsrs.

Como foi a adaptação climática? Eu fui no verão, então ainda não tenho noção de como seria o inverno lá.

Quais cidades você teve o prazer de conhecer? Qual mais gostou?

Helsinki, Turku, Nokia, Oulu, Tyrnava, Liminka, Revonlahti, Pudasjarvi, Sotkamo, Raahe, Lieksa, Joensuu. Gostei mais da capital, Helsinki!!! Mas adorei Oulu, pena que é muito fria!!!

Qual a principal característica que diferencia o povo brasileiro e os finlandeses?
O sangue quente dos latinos faz toda a diferença, achei os finlandeses mais contidos, tímidos, calmos, silenciosos, ninguém é estressado lá. Por quais motivos, as pessoas deveriam se interessar em conhecer melhor a cultura e o país? Eu fui atraída pelas bandas de rock e pelos festivais de metal, mas a Finlândia tem uma história muito linda, sua mitologia, o Kalevala, as belezas naturais, a doçura do povo de lá, enfim, tenho a impressão de que a única coisa que não vou gostar muito é o frio, mas ainda não posso dizer com certeza pois fui no verão. E pra quem curte hard rock desde os anos 70 o rock finlandês é um prato cheio, eu encontrei lá tudo o que estava sentindo falta no rock pesado nos últimos 20 anos, foi como se eu estivesse sido direcionada pro lugar certo, me sinto totalmente em casa lá, todo mundo curte rock e metal, todo mundo vai aos shows, o rock está prá Finlândia como o sertanejo, pagode, samba e forró estão para o Brasil.

Quais eventos você frequentou? O que achou?
Em 2012 fui a 2 festivais: Ilosaarirock e Jyrkkarock Festival. Em 2013 fui ao Tuska, Ruisrock e Sotkamon Syke. Adorei todos mas o Tuska é o maior e mais metal, tem gente de vários países, mas todoso os festivais são muito bem organizados, tem até funcionários lavando os banheiros químicos toda hora!! rsrsrsrs

Pergunta particular: O que você achou do show do Harmaja?!! Vi o Harmaja no mesmo lugar nas duas vezes, 2012 e 2013, na cidade natal do JP, Raahe. Eles são mais rock and roll ao vivo do que em estúdio, adorei!!!!!!! JP é um caso à parte, é a gentileza e a simpatia em pessoa, além de não caber mais carisma nele, tem carisma pra dar e vender!!! É um dos melhores vocalistas de rock da Finlândia na minha opinião e apesar de todo o talento ele é extremamente humilde como a grande maioria dos músicos finlandeses. Foi exatamente isso que me conquistou de cara, eles tem um talento incrível e nem por isso são arrogantes (faço questão de mencionar isso porque nós aqui no Brasil sempre recebemos bandas americanas e inglesas principalmente, e já estamos acostumados com aquele chamado “estrelismo”, a gente nem acha mais ruim, já se tornou uma coisa natural num artista de rock). Os músicos finlandeses me mostraram o contrário, sou sempre tratada como uma amiga, eles são extremamente humildes, pra eles o verão é uma época de tocar em festivais e de encontrar os amigos, como eles mesmo dizem (vi isso numa entrevista do Amorphis). Eles são extremamente “cabeça no lugar” nesse sentido. Foi o que achei mais lindo neles!!

Gostaria de fazer algum comentário? Deixar um recado, ou agradecimento?
Quero agradecer muito a você Ane e ao Northern Queens pela oportunidade de falar sobre esse país maravilhoso, achei uma delícia responder às perguntas, muito bem elaboradas e abrangendo todos os aspectos, valeu mesmoooo!!! Bjs!

Ana Claudia de Oliveira (co-fundadora do fã clube Amorphis Latin America)

Facebook: https://www.facebook.com/amorphis.latin.america 

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Agradecimento especial a você Ana Cláudia, por ter nos dado a honra de ter essa entrevista e aprendermos um pouquinho mais sobre este país magnifico!!

Muito obrigada!

Video Games Metal

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Quem ai gosta de Metal? E videogames?
Então vocês vão simplesmente A-D-O-R-A-R essa idéia!

Quem organiza o evento é meu amigo @tiagobattousai que resolveu juntar duas coisas que ele ama que é o Metal e o Videogame e que eu particularmente amo também! :3
E sabem qual vai ser uma das atrações principais do evento? A banda Finlandesa (*-*) Sonata Arctica!

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E vai ter muito mais!!!!! *————–*
Link da confirmação do show do Sonata Arctica no Video Games Metal:
http://whiplash.net/materias/agenda/184476-sonataarctica.html
Pagina do VGM no facebook: www.fb.com/VGMetal
Para maiores detalhes, podem falar comigo (Ane), com Melissa ou com o @tiagobattousai!
Espero ver todo mundo lá! 😀
Brasília, 15 de março de 2014

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vgmlogo

Who likes Metal? And video games?

Then you will simply L-O-V-E this idea!

Who organizes the event is my friend @tiagobattousai who decided to join two things he loves that is Metal and Videogame and I particularly love too! : 3
And you know what will be one of the main attractions of the event? The Finnish band (* – *) Sonata Arctica!

And it will take much more!!! * ————– *
Link confirmation of the show from Sonata in Video Games Metal:
http://whiplash.net/materias/agenda/184476-sonataarctica.html
VGM’s page on facebook: www.fb.com/VGMetal
For details, can talk to me (Ane), with Melissa or the @tiagobattousai!
Hope to see everyone there! 😀
Brasília, 15 de março de 2014 (Brazil)

Entrevista do Kiko Loureiro para o blog Northern Queens!

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O que você sentiu de mais diferente na cultura Finlandesa?

Kiko Loureiro: O mais diferente da cultura finlandesa é  que eles são super tímidos, mas são pessoas muito legais. Geralmente a vodka e uma sauna ajudam eles a ficarem um pouco mais soltos e conversarem. Eles se orgulham muito de serem pessoas honestas, do país tudo funcionar rápido e sem burocracia porque todo mundo confia em todo mundo. As pessoas do Brasil são muito mais abertas, expansivas, mas todo mundo tem receio e não confia em ninguém.

Pretender voltar pro Brasil ou vai morar na Finlândia por um tempo? 

Kiko Loureiro: Estou morando nos Estados Unidos, na Califórnia e indo pro Brasil direto, porque sempre tem eventos. Ainda não sei quando retornarei para a Finlândia. Ultima vez em que estive lá, foi em fevereiro. É muito bom lá no verão, o ideal seria passar o verão no Brasil e o verão na Finlândia, que são os melhores lugares pra ficar.

Como foi o Show com o Fabio Lione no 70K?

Kiko Loureiro: O show do cruzeiro em Miami com Fabio Lione foi muito bom, tanto que gerou o show no Live n’ Louder em abril, e agora pretendemos começar várias turnês em agosto por causa desse show no 70000 Tons of Metal. Encontrei-me com algumas bandas finlandesas no evento, como o Turisas, o Ensiferum e o guitarrista do Kreator, que é finlandês.

Como será a seleção para o novo vocalista do Angra?

Kiko Loureiro: A gente estava, de fato, recebendo material do Angra pra fazer uma escolha do vocalista. Nós recebemos vários materiais muito bons, têm muitos vocalistas bons no Brasil, é até difícil de escolher. Mas rolou esse lance com o Fabio, e a gente acabou optando por esticar, porque tiveram muitos pedidos de produtores e muitos fãs que queriam ver e assistir esse show. E rolou muito bem com o Fabio, o clima com a banda, ele cantando as musicas… Nós curtimos muito, ficamos muito contentes e animados, e então resolvemos segurar essa ideia da escolha do vocalista, pra poder fazer essa turnê e deixar rolar um pouco. A melhor parte é viajar, subir no palco e tocar as musicas pros fãs, pra quem gosta das nossas musicas. Sempre dá vontade de voltar aos palcos. Então a gente vai fazer isso agora em agosto.

 Matheus Oliveira: Como foi a  sua adaptação cultural na Finlândia?

Kiko Loureiro: A adaptação cultural é sempre difícil um pouco porque qualquer país é diferente. Helsinque tem 1 milhão de habitantes, tem muitos parques, o porto é super bonito, super limpo, organizado, então pra quem mora em São Paulo é um paraíso.

Teve algum fato engraçado que aconteceu com você na Finlândia?

Kiko Loureiro: No inverno eu lembro que fiquei preso numa escola de musica. Lá todo mundo confia em todo mundo e não ter porteiro. Eles te dão a chave e você fica lá sozinho no lugar, não tem ninguém controlando a entrada e saída. Eu fiquei preso, estava tão frio que a porta congelou e não abria. Eu fui tentar abrir com a chave, dar uns chutes na porta, e quebrou a chave dentro da fechadura (risos)… Fiquei preso no lugar. Falaram que tinha que jogar agua fervendo na porta pra ver se descongelava, mas não descongelou. Estava em torno de -15ºC. Eu tive que no meio da noite subir no telhado do lugar e pular uma grade e sair andando e afundando na neve, deveria ter um metro e meio de neve… (risos)… Coisas que um brasileiro nunca imaginou… Coisas que eu nunca imaginei que ia passar na minha vida. Parecia que eu era um ladrão querendo pular o muro de um lugar. Mas no fundo eu estava querendo sair da escola que a porta congelou e não abria… Lá também é muito escorregadio. Quando está com neve é mais tranquilo andar, mas quando está por exemplo em -2ºC fica parecendo um ringue de patinação no gelo.

O que acha das bandas Finlandesas?

Kiko Loureiro: Tem muita banda lá, é impressionante a cultura deles. Já fiz turnê com alguns finlandeses como a banda Nightwitsh, já toquei com a banda Sinergy no Japão… Gravei meu disco o “Sounds of Innocence” na Finlandia, e eu pude ter um pouco mais de contato com eles.  Gravei o disco com o Matias Kupiainen, o guitarrista do Stratovarius e o Pertu Vänskä (irmão do Olli Vänskä , violinista do Turisas), ele é um super musico, faz várias coisas relacionadas a estúdio, então ele também ajudou nas gravações e no arranjo de cordas de uma das músicas. Fui muito bom conviver mais de perto com eles.

Lucas Manfio: O heavy metal na Finlândia é underground como no Brasil?

Kiko Loureiro: Não. No radio você ouve metal… Metallica, Dio, bandas finlandesas… tem muitos cartazes na rua. Quando eu estava lá vi propagandas em ônibus do novo disco do Sonata Arctica, tinha propagandas deles na cidade inteira, também tinha propaganda com o The 69 Eyes, chiclete com a foto do baixista do Nightwish… Lá eles pegaram esse lado do Heavy Metal, a banda Nightwish, por exemplo, sai em revistas famosas como “Caras” de lá. No Brasil temos uma música muito rica, na Finlândia eles não uma riqueza musical como a nossa por ser um país muito pequeno. No Brasil a gente tem outro tipo de artista. Nós no Brasil temos uma mistura de estilos e culturas. Um estilo como o Heavy Metal não vai ser “mainstream” no Brasil. Sempre vai ter algo mais brasileiro e eu vejo isso como algo positivo. Não considero a Finlândia um país mais legal por causa do Metal, pela falta de ter uma música forte local, que talvez o mais forte fosse a musica erudita que é super boa, jazz, big band e outros grandes músicos. Mas a identidade que o Brasil tem da música, na Finlândia não tem. Então o Heavy Metal lá, não é Underground como é no Brasil.

Quais principais diferenças entre a cena brasileira e a finlandesa?

Kiko Loureiro: A principal diferença é que a cena no Brasil é muito forte, porém as bandas brasileiras olham muito para dentro do país. O Brasil é muito grande, tem muitos lugares para tocar, então as bandas começam a tocar em barzinhos de rock, depois querem viajar pro interior de São Paulo, depois tentam fazer shows pelo nordeste, esse é meio que um caminho. Na Finlândia eles não têm esse recurso, lá não tem um lugar específico para tocar, é um país que tem muita pouca gente. Já fui a shows de artistas que são conhecidos lá e que tocam em rádio, e eles tocam pra 500 pessoas nas outras cidades. Por isso tem muita banda de Heavy Metal de lá que a gente conhece, pois qualquer banda que começa lá, eles já começam fazendo um trabalho totalmente voltado para o mercado internacional. Iniciam com site e disco em inglês. O sonho das bandas é tocar em grandes eventos da Europa, ir pros Estados Unidos, tocar no Japão, fazer turnê na América Latina… Essa é a mentalidade deles, por isso eles chegam lá, eles têm essa visão desde o principio e os brasileiros tem uma visão um pouco diferente.

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Quero agradecer a disponibilidade e paciência de Kiko Loureiro para nos conceder essa entrevista. Ele foi super-receptivo e atencioso.

Quero agradecer também a colaboração do envio de perguntas de nossos seguidores, em especial para Débby (e a página do facebook Kiko Loureiro fãs), para o Matheus e ao Lucas pelo envio de algumas das perguntas.

Espero que tenham gostado e em breve traremos mais novidades!!! \o/

Entrevista transcrita por Ane Charon.

Chamada para a entrevista com a banda Penumbra!!!

Chamada para a entrevista com Penumbra!

Para quem ainda não conhece, Penumbra é uma banda brasileira, formada na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais.

Conseguimos uma entrevista exclusiva! E gostaríamos que mandassem suas perguntas!

Confira um vídeo da banda!!!