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O Deus do Trovão

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An amulet, “silver strongly gilt”, representing the hammer of Thor. Found in 1877 in Skåne, Sweden. (Photo credit: Wikipedia)

 

Nos mitos apresentados a nós por Snorri, Thor é indubitavelmente um dos Deuses que mais se destacam. O campeão dos Esirs (raça dos Deuses) e o defensor de Asgarsd. O culto a Thor teve uma vida longa na Europa Ocidental. No século XI, ele ainda era venerado com entusiasmo em Dublin. Thor é o herói mais característico de tempestuoso do mundo viking. Diz-se que a figura do Deus do martelo estaria presente em muitos templos, no fim do período pagão. Seus adoradores buscavam a orientação da imagem de Thor quando tinham que tomar decisões difíceis.

 

O ruído da biga de Thor se movendo causava o trovão. Snorri traça o nome do Deus, Ǫku-Þórr, como derivado de verbo ‘aka’, conduzir, e o interpreta como Thor o Condutor. Isso corresponde à imagem de uma biga conduzida pelo Deus através do céu, que em muitas religiões forma parte do conceito do Deus do Sol. Descrições da chegada de Thor nos versos dos escaldos do século IX enfatizam o ribombar de uma tempestade, e mostram que esse aspecto do Deus não era esquecido na Islândia. No poema de Haustlöng, encontramos:

 

“O Filho da Terra rumou para o portão de ferro, e o caminho da Lua ressoava diante dele… Os locais sagrados dos poderes ardiam em chamas diante do afiliado de Ull. A terra, plano das profundezas, era açoitada por granizo enquanto os bodes puxavam o Deus da biga para o seu encontro com Hrungnir… As rochas tremiam e as pedras se partiam; o céu alto queimava.”

 

Parece realmente que o poder do Deus do Trovão, simbolizado por seu martelo, se estendia sobre tudo o que tinha a ver com o bem-estar da comunidade. Ele cobria nascimento, casamento, morte e cerimônia de cremação, além dos juramentos feitos pelos homens. A famosa arma de Thor não era apenas o símbolo do poder destrutivo da tempestade e do fogo do céu, mas também uma proteção contra as forças da violência. Sem ela, Asgard não poderia mais ser protegida dos gigantes, e os homens contavam com ela para lhes dar segurança e garantir a lei.

 

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Tradições Nórdicas / Mitologia Nórdica

A mitologia nórdica é conhecida como mitologia germânica, viking ou escandinava e se refere a uma religião politeísta pré-cristã, com uma série de crenças, mitos e lendas dos povos escandinavos, que preservaram as tradições nórdicas, mantidas até hoje no paganismo germânico, conhecidas como: Odinismo ou Asatru e Vanatru.

A palavra Asatru significa fé nos Deuses da raça de Esirs, que estão relacionados aos Deuses da guerra, que são: Odin, Friga, Thor, Tyr, Heindall, Loki, Baldur, Bragi, Iduna, etc.

E a palavra Vanatru significa fé nos Deuses da raça de Vanirs, que estão relacionados aos Deuses da fertilidade e são eles: Njord, Skadi, Freya, Frei, Aegir, Mimir, entre outros.

Odin-thor

Odin-thor (Photo credit: Wikipedia)

Dentro da tradição nórdica os Deuses são vistos de uma forma amigável e muito acessível, na qual são reverenciados, também, os espíritos da natureza e diversos espíritos guardiões tais como: os Dísirs (seres sobrenaturais femininos) e os Elfos.

Os princípios básicos seguidos são baseados em Nove Virtudes: coragem, verdade, honra, lealdade, hospitalidade, diligência, perseverança, disciplina e confiança. A partir destes princípios, os indivíduos podem decidir o curso de ação mais apropriado para uma determinada situação em suas famílias ou comunidades, perante os Deuses.

O Universo e tudo que nele existe está sempre evoluindo e nem mesmo os Deuses são considerados como todo-poderosos ou oniscientes, sendo assim, a perfeição não é necessária nem tão pouco esperada.

Conforme os mitos nórdicos, os Deuses organizaram o universo a partir do caos. “Não há dúvida de que antes da criação do Universo não havia lugar onde os Deuses teriam vivido ou sequer morado. E, por Universo, entenda-se não apenas o céu e a terra, mas toda a extensão de espaço que a imaginação possa conceber.” A maior fonte de pesquisa está no Prose Edda, conhecido como Eddas poética ou Edda em Prosa, uma coleção de poemas em norueguês antigo e preservados no manuscrito islandês Codex Regius, do século XIII, por Snorri Sturluson (1178 – 1241), que foi historiador, poeta e político islandês.

Enfim, pode-se dizer que a mitologia é a observação específica de uma era, civilização ou mesmo a cultura de um povo, sobre os mistérios existentes na mente humana e na sua religiosidade. Para se aprofundar nos mitos nórdicos, leia o livro: Deuses e mitos do Norte da Europa de Hilda. R. Ellis Davidson.

Por: Rowena Arnehoy Seneween ® – Fonte: http://www.templodeavalon.com/modules/mastop_publish/?tac=Tradi%E7%F5es_N%F3rdicas